Relatos do Irmão Xexéu

Visitando as mais variadas igrejas

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9º culto: Assembléia de Deus, Ministério de Madureira, Campo do Brás, São Paulo

sem comentários

Amigos e amigas,
    O relato de hoje nos chega de um irmão anônimo. Documentamos aqui seu relatório, de fonte fidedigna.

““As palavras do falso profeta e os ouvidos comichosos das pessoas estão em
sincronia” Erwin W. Lutzer

Eu acabei de chegar da sede do Brás Depois do que vi e presenciei nesta noite neste “culto” se é que se pode chamar assim, não pretendo mais voltar ali tão cedo.

Foi demais para um pesquisador como eu que lido com modismos e sempre procuro estar atualizado nesta área ter que ver o que vi. Decidi ficar, depois que observei as roupas de um tal Pr. Arlindo Teodoro – presidente do campo de Vitoria-ES – de Madureira. O tal Arlindo ministraria com um ‘terno” branco e demais peças de roupas em branco com exceção do sapato e camisa, para destacar sua gravata branca – qualquer semelhança com Benny Hinn é apenas coincidência . Uma campanha em plena terça, onde os cristãos do campo e  pastores deveriam estar aprendendo a Bíblia em um culto de ensino, mas afinal para que estudar a Bíblia não é mesmo?

O tal Arlindo que se intitulava amigo do pastor presidente Samuel Ferreira, trouxe a Palavra de Deus misturada com a “Confissão Positiva”, mas algumas frases me chamaram atenção:

“ A razão nos rouba a nossa fé”

“quantas bênçãos nós perdemos devido a razão”

“Nós materializamos nossos problemas, e não devemos fazer isto”.

Sua mensagem da “Confissão Positiva” misturada com a ortodoxia me faz pensar de como a verdade mistura com o erro é mais mortal que o erro propriamente dito. Os crentes naquele templo glorificaram, levantaram as mãos, e fizeram todos os gestos de confirmação à mensagem que aquele lobo ministrava, comprovando mais uma vez que os evangélicos deste campo jamais serão íntegros Biblicamente novamente, pois todos os pequenos efeitos da verdade e da ortodoxia estão minguando de vez, neste setor.

Mas o pior estava para vir, depois de sua capciosa mensagem o senhor Arlindo, e o chamo assim pois não tenho condições de chamá-lo de pastor – pois afinal um pastor não faz aquilo – convida os assembleianos a comprar uma replica da arca do concerto em miniatura por apenas dois mil reais, e eram 10 arcas. Havia outras dez menores, por apenas R$ 1000,00, e ao redor de todo o púlpito do Brás estavam pequenas arcas, por apenas R$ 50,00. Ele conseguiu vender todas as dez arcas de R$ 2000,00 e todas as de R$ 1000,00, também. Mas  qual foi a técnica de vender estas arcas, se afinal você pode conseguir iguais na Conde de Sarzedas por uns R$ 200,00?

O segredo estava em que o pilantra chamado Arlindo Teodoro disse. Ele afirmava através de testemunhos que aquelas arcas “ungidas” traziam bênçãos financeiras e uma imensa “paz” ao detentor que a comprasse. Então para garantir a venda das mesmas usou outro golpe para iludir os incautos. Apresentou em vídeo na igreja um pequeno filme em que crianças na África estavam sendo beneficiadas através de uma pequena casa onde abrigavam filhos órfãos de pais que morreram devido a AIDS. Então já viu, né, o povão ficou sensibilizado com aquela obra de amor do senhor Arlindo e não restava nenhuma duvida sobre como aquele dinheiro estava sendo investido, tenho que admitir que foi muito convincente para a platéia, afinal é assim que os lobos arrancam a Lã das ovelhas.

Vendeu todas as arcas grandes no total de 20, mas ainda havia ficado as inúmeras pequenas arcas ao redor do púlpito, e o que fazer, afinal parecia que o povo estava em cima do muro, sobre aquele assunto, afinal quantos assembleianos tinham presenciado um culto das arcas ungidas na vida?

Mas como garantir que aqueles que levaram a arca iriam pagar os dois mil, não existiam comprovantes das pessoas que adquiriram tal arca ‘ungida” e nem era anotado seus endereços. O senhor Arlindo ficou tranqüilo pois afinal sua maldição estava para vir! Dizia o tal Arlindo que a pessoa que pegou a arca ungida não deveria em hipótese nenhuma deixar de pagá-la, pois da mesma forma que a arca foi abençoada por Deus, ela seria um instrumento de maldição para aquele que deixasse se sacar os dois mil reais pela tal arca. Ou seja, era um amuleto que traria muita paz mas que deixá-lo de pagar de tornaria um instrumento de maldição divina, é mole ou quer mais!!!!!

Então entrou em cena o tal do pastor Samuel e sem nenhuma humildade falou que era um homem bem sucedido e que há havia chegado aos 42 anos no topo da vida, como presidente do maior ministério do Brasil (sim, ele disse isto), tinha aviões, helicópteros, empresa, era um homem rico e para onde ir mais? Mas se gabou de receber um convite de estar juntamente com a família no ano que vem em um transatlântico luxuoso em um evento teológico e que aqueles que o convidaram lhe informaram que não precisaria gastar nenhum tostão, tudo pago pelo evento. E em um brado de alegria disse ao Arlindo e aos assembleanos, se Deus estava com ele ou não??!!!! E o povão se alegrou.

Então ele informou ao povo que estava comprando pelo menos três arcas de R$ 2000,00, uma para colocar no quarto, outra na empresa e outra não sei onde. E que ao possuir aquelas arcas queria muita paz, pois elas lhe proporcionariam esta paz tão desejada, pois afinal eram especiais, e ele afirmou: “Gente eu creio nisso, eu creio nestas coisas”. Não é preciso dizer que ao convidar os coitados dos assembleanos para comprarem suas pequenas arcas de R$ 50,00 reais, quase que toda a igreja foi a frente, fazendo com que o senhor Arlindo ficasse com os bolsos cheios e quem sabe “os africanos também”.

O senhor Arlindo antes de orar pelo enfermos naquela noite ainda teve a capacidade de “profetizar” ao Samuca que ele vai ser um pastor muito conhecido no mundo e que muitos deste planeta virão à sede do Brás para ver o que Deus está fazendo. E ainda na ousadia de suas “profetadas” informou aos inocentes daquela noite que havia um pastor que estava querendo comprar mais uma das “arca ungidas” e colocar em sua congregação para trazer paz entre o ministério e na sua igreja mas que estava sem coragem de fazê-lo. Mas que viesse a frente pois a paz reinaria ao comprar aquela peça miraculosa, onde aquele infeliz não resistiu e levou mais uma por apenas dois mil reais e assim mais um talismã ungido foi vendido, mas afinal era somente dois mil, uma pechincha, não é mesmo!

Confesso que depois de mais de quinze anos de jornadas nunca pensei em ver estas cenas em uma igreja histórica, fundada por homens sérios como o Pr Daniel Berg e Pr Gunnar Vingren. Certamente eles ficariam de cabelos em pé se pudessem ver o que se transformou uma das Assembléias de Deus no Brasil. Será que depois de tudo isto ainda poderei ficar em um ministério assim? Acredito que conhecedor do Deus da Bíblia e de seu evangelho, sinto que estarei cometendo pecado se continuar em uma igreja como esta, que se tornou uma Babilônia – morada de demônios. Será que hoje o ministério de Madureira do campo do Brás poderia falar contra as indulgências praticadas na Idade Media pela igreja católica romana?

Tive que sair antes de terminar aquele indigesto culto e ao sair pelas portas laterais orei de joelhos nas escadas daquele templo, pedindo a Deus que estas pessoas se convertam de seus maus caminhos e que o Senhor possa livrar este ministério das heresias que o arruinaram. Passou por mim uma pessoa que não sei quem foi pois não levantei a cabeça, para ver mas permanecendo de joelhos orei ao Senhor.

Preciso velar pela minha vida espiritual e por minha família, a palavra que o anjo disse a Ló, ressoa em meus ouvidos:

“Escapa-te por tua própria vida”. Preciso orar mais sobre minha retirada deste setor, pois esta insuportável permanecer nesta babilônia. Não posso ser conivente com estas horrendas coisas. Oreis por mim meu amigo, para que o Senhor possa me ajudar a congregar em um lugar onde ainda se ouve a Palavra de Deus.

Um pastor que ama a verdade no campo do Brás

18.08.09

Escrito por K-fé

20/08/2009 em 22:18

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8º culto: Igreja Presbiteriana em Vila da Penha, RJ

com 9 comentários

Rio de Janeiro, 13 de julho de 2008.

 

Prezado K-fé,

 

Após um período de recesso, novamente me aventurei a participar de um culto numa igreja evangélica brasileira, dando continuidade à minha missão.

Tenho sido criticado por entrar nas igrejas com um gravador oculto. Por isso já fui taxado de tudo. O que os críticos não refletem é que preciso me passar por um visitante, refletir como estes são tratados, se há realmente interesse cristão pelos que não são freqüentadores habituais, se são notados, ajudados, se estes sentem-se acolhidos ou meramente um qualquer. Se o gravador for avistado por certo a atitude fora do costume irá provocar uma nova curiosidade e postura.

Assim sendo, às 19 horas do dia 13 de Julho, entrei na Igreja Presbiteriana em Vila da Penha, subúrbio leopoldinense. Era uma noite de festa, com o encerramento das Conferências Missionárias. Havia um certo alvoroço no santuário; pessoas se preparavam para a participação no evento. Acredito que isto fez minha presença ser pouco notada. Fiquei cerca de 14 minutos quieto, sentado no último banco, aguardando o desenrolar do evento.

A nave estava repleta de bandeiras de diversos países. Na frente um grande painel focalizava o tema: “ Derrubando fronteiras”. Um senhor aproximou-se de mim e saudou-me com um “ boa noite”. Observei uma igreja de faixa etária bem jovem e aparentemente bem relacionados. O templo tem uma capacidade para mais ou menos 300 pessoas. Os músicos davam os últimos retoques nos instrumentos. Algumas jovens arrumavam suas vestes, haja vista que tomariam parte ativa na programação dançando de acordo com as partes musicais. Soube que são denominadas de Levitas.

Finalmente, apareceu um dirigente pedindo que todos desligassem seus celulares. Fez a leitura bíblica no livro de Salmos 2:8 e começou o período de louvores. Em um dado momento o pastor orientou a todos a se cumprimentarem, inclusive aos visitantes. Todos saíram de seus lugares e mutuamente se congratulavam apertando as mãos. Sendo assim, fui muito acionado. Me veio a seguinte indagação: fui cumprimentado por amor ou obrigação?

Um jovem foi convidado a ir à frente com o seu instrumento musical e houve a dedicação especial daquele rapaz para o aprendizado de guitarra. Tivemos os momentos de dedicação dos dízimos e ofertas. Logo a seguir um jovem conclamou a uma nova “coleta”, desta feita para cobrir os gastos com o congresso.

Iniciou-se mais um período de louvor e duas crianças foram consagradas a Deus.

Nova cantoria, e neste instante foi ensinado um novo hino. Então às 20h e 47m o orador oficial foi apresentado. Pensei em me retirar devido ao entardecer da hora, mas algo me fez recuar e confesso que foi bom.

O pastor convidado pelo que entendi é um missionário da JOCUM ( Jovens Com Uma Missão). Esteve 10 anos entre os índios no Amazonas, no Rio de Janeiro evangelizando comunidades carentes e violentas (morro do Borel e Central do Brasil), e atualmente encontra-se no norte do Paraná. Disse que o seu ministério é para construir igrejas, preparar sua liderança e quando estiver andando com suas pernas, partir para novo campo. Fez uma rápida retrospectiva das noites anteriores e contou sobre sua experiência missionária no Rio de Janeiro, seu chamado e como foi sustentado juntamente com 10 pessoas. Em determinado momento abordou sobre uma ocasião em que nada havia de alimentação. Então oraram e ele disse que iria dar uma volta no quarteirão e voltaria com o sustento. Não é que ao passar por um local em Copacabana avistou no chão cinco cédulas do maior valor monetário brasileiro? Pensou ser um “mico”, pois algumas propagandas, utilizam estampas de cédulas bem parecidas para anúncios financeiros. Olhou-as e achou bem próximas do real. Lembrou que alguns jovens também têm mania de brincar amarrando cédulas com linha bem escura e puxá-las quando um desavisado se inclina para pegá-las. Não, não tinha nenhuma linha. Finalmente pisou nas notas, era realmente a providência de Deus. Naquele dia comeram até camarão. Em outra ocasião, quando a dificuldade apertava, receberam doação em dólares do povo do México. Em outro momento, ainda em Copacabana, a dispensa estava vazia. Não tinha mais nada. Orou e falou ao grupo: “vou sair e Deus vai providenciar nosso sustento”. É evidente que voltou à rua em que achou aquelas espécies anteriores e nada havia. Quando se aproximava de volta para casa pensando já na desculpa que teria que arrumar, avistou um cano que no seu interior tinha várias cédulas com uma boa quantia de dinheiro. Ao avistar e pegar, ouviu uma voz: “não temas, eu estou contigo”.

Me chamou a atenção o fato deste missionário recitar trechos grandes da bíblia de memória. A leitura da multiplicação dos pães narrada em Marcos 6:30 – 44 serviu de base para sua palestra. O seu testemunho foi envolvendo o ambiente que nem vi a hora passar. Quando dei conta era 21h 57m.

Ao término fez um apelo missionário e muitos jovens foram tocados. Maravilhoso Domingo.

Um grande abraço.


Irmão Xexéu

 

Escrito por irmaoxexeu

26/07/2008 em 17:23

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7º culto: Igreja Apostólica Renascer em Cristo, RJ

com 11 comentários

Domingo, 06 de Abril de 2008.

Caro irmão K-fé,

Atendendo aos pedidos, estou aportando na Igreja Apostólica Renascer em Cristo no Rio de Janeiro.

(Ouça a introdução clicando aqui autofalante.jpg)
Igreja que ficou muito na mídia ano passado, devido à prisão de seus líderes: “Bispo” Estêves juntamente com sua esposa “Bispa” ou seja,” Episcopisa” Sônia, que ao chegarem aos EUA omitiram a totalidade de dólares que carregavam. Também é conhecida por ser a igreja do Kaká, atleta eleito o melhor jogador de futebol de 2007.

Logo na entrada dei de cara com um “brechó”, com roupas de toda estirpe. Um jovem atrás de um balcão me informou que o culto estava começando. Dobrei o corredor à esquerda e me deparei com um galpão de 30m x 10m com 96 bancos postados quatro a quatro. Umas 30 pessoas de pé com as mãos levantadas entoavam cânticos, sendo acompanhadas por três vocais, uma guitarra, um teclado e uma bateria. Como nas igrejas atuais tínhamos mais de 100 decibéis no salão. O que me chamou a atenção foi que o público dominante era de pessoas bem jovens.

Após o período de louvor que me custou 25 minutos em pé, e que pouco identifiquei o que cantavam, fomos convidados a sentar.

(Ouça um pouco da música da Renascer clicando aqui autofalante.jpg)

Em cada banco havia dois envelopes. O primeiro, com os dizeres em vermelho, tinha a finalidade de dízimos, ofertas e ofertas especiais. Na contra-capa um convite para me tornar um “Gideão”, abraçando mensalmente as obras assistenciais da Fundação Renascer. O segundo, com dizeres em azul, era destinado a pedido de milagres. Tinha espaço para identificação familiar, pedidos e como não poderia faltar, pedido de oferta. Todos os dois envelopes apresentavam I Reis 17:14 como tema (“Pois o SENHOR, o Deus de Israel, diz isto: ‘Não acabará a farinha da sua tigela, nem faltará azeite no seu jarro até o dia em que eu, o SENHOR, fizer cair chuva.’”)

Igreja Renascer em Cristo

Igreja Renascer

Logo chegou o momento dos testemunhos. Três jovens compareceram. A primeira falou da bênção de Deus ter feito com que aparecesse uma soma em dinheiro em sua conta bancária, que fez com que pudesse saldar suas dívidas. A segunda relatou da bênção de ter participado do encontro de mulheres e também relatou que seu marido se tornou outro após freqüentar o encontro de homens. A terceira relatou ter sido promovida no emprego, após ter feito um propósito financeiro com Deus. Todos aplaudiram a Jesus após cada depoimento.

Veio a primeira reflexão da noite, baseada em Gêneses 24:1-22. Notei que a “Bispa” tinha em seu poder um caderno grande de anotações. Fez várias afirmações: “Deus quando abençoa uma pessoa abençoa em tudo, porque é um Deus de obra completa”. Disse que Abraão sabia que Isaque precisava de uma pessoa especial para o desenvolvimento da obra de Deus e que não poderia ser nenhuma Cananéia. Tinha que ser alguém especial, e a escolhida do Senhor. Falou que Rebeca significava a oferta que você vai pegar, oferta que custa. Oferta que você vai pegar que é pura. Rebeca é a oferta que você vai pegar que é abundante. A oferta que é a continuidade da unção de Deus. Rebeca representa a melhor oferta para Isaque. Rebeca é a oferta generosa, oferta da santidade É a oferta que você vai pegar do jeitinho que o servo Eliézer pediu. Em suma, a sua oferta vai ser santa, pura, abundante, generosa, o que representa o melhor para você agradar a Deus. Não preciso dizer que a próxima parte do culto foi a de dedicação dos dízimos e ofertas.
(Ouça a esta parte clicando aqui e aqui tambémautofalante.jpg)

Novamente tivemos uma parte musical, preparando o ambiente para a segunda reflexão da noite.

Na segunda reflexão foi lida a passagem de Isaías 39:1-5. A bispa orou na autoridade de Jesus, amarrando o valente no abismo e toda a força contrária à Palavra. Também repreendeu a atuação do mal em cada vida e família.

Começou sua meditação exortando: “não se precipite”. Neste instante do culto ganhei a companhia de um irmão que se dispôs a compartilhar sua bíblia para acompanhar o estudo.

Foi uma meditação sobre 3 atitudes precipitadas de Ezequias que um crente não pode tomar, e 7 chaves para o crente ser suprido por Deus, fazendo com que seus tesouros não sejam roubados. “Temos que tomar cuidado com as coisas que nos são oferecidas por pessoas desconhecidas. Precisamos nos cuidar. [...] Ore pelo o que você come, ore pelo o que você ganha. Tem dia que nem é dia para você comer e sim jejuar”.

ERRO : Aceitou presentes e revelou os seus tesouros.

Disse: Esse é meu tesouro, esse é meu exército, essa é a minha casa.

Não podemos mostrar nossa casa para qualquer um. Só mostre a sua casa à visita quando tiver alta confiança. Precisamos ungir nossa casa, nosso casamento, nossos filhos. Ungir tudo o que Deus nos deu.

(Ouça esse trecho clicando aqui autofalante.jpg)

ERRO: Não discerniu no Espírito. I Cor 2:14.

Quando nos enchemos do E.S. discernimos quem é verdadeiro de quem é falso, quem é espiritual de quem é carnal.

3º ERRO: Não buscou a orientação profética de Isaías.

Esta igreja tem uma liderança profética. Esta igreja tem uma revelação profética. Esta igreja tem uma palavra profética. “Repitam comigo:’esta igreja apostólica tem orientação profética, por isso eu vou caminhando até Jesus voltar’”. É preciso crer na orientação profética.

Durante esta mensagem fiquei sabendo que estão comemorando o ano de Ester. Não consegui entender qual qual implicação disto para o povo.

Discorreu também sobre as atitudes dos crentes para não perderem seus tesouros. Usou versículos aleatórios da bíblia.

Quando estava para encerrar sua meditação, meu vizinho perguntou se eu era Evangélico. Disse que sim e que estava visitando algumas igrejas. Perguntou também se eu gostaria de ir lá na frente. Respondi que não.

A última foi a celebração da Ceia do Senhor. Durante um cântico, alguns irmãos ofertaram os elementos da ceia a todos os presentes. Olhei para o relógio e eram 21h e 03 m, foi o bastante para me despedir do companheiro ao lado e me retirar de fininho.

Mais uma missão cumprida. Até breve, em qualquer espaço cristão.

Saudando com boas vindas o irmão Crecréu, nosso novo correspondente em São Paulo, me despeço.

Irmão Xexéu

Escrito por irmaoxexeu

11/04/2008 em 10:14

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6º culto: Igreja Batista da Lapa, São Paulo

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No dia 21 de março de 2008, fui à Igreja Batista da Lapa, em São Paulo, assistir a uma cantata de Páscoa. 

   A reunião tinha horário marcado para as 20:00. Cheguei por volta das 20:05. Logo na entrada do templo, um irmão bastante entusiasmado me abordou com a seguinte pergunta: “Você acredita em milagres?” Acho que ele não esperava que eu respondesse porque, antes que eu esboçasse qualquer reação, ele me entregou um pequeno papel onde eu deveria anotar meus pedidos de oração e depositá-los num recipiente, em forma de uma casa, na frente do palco. Peguei o papel e fui me sentar na galeria, no fundo do templo. 

   Depois de alguns instantes, a reunião começou. Havia uma pequena orquestra formada por 3 clarinetes, 5 violinos, 4 saxofones, 4 flautas, 2 trompetes, 2 trombones, bateria e contrabaixo. A música cantada foi “Sou feliz”, com a letra projetada no telão. Chamou-me a atenção o regente da orquestra que, nos intervalos das estrofes e estribilho, suspendia a regência e esperava o pastor entrar já que, o pastor, visivelmente sem qualquer noção de música, atropelava no final das estrofes. Gostei da atitude do regente, pois demonstrou maturidade ao lembrar-se que os músicos estavam ali apenas para acompanhar e não para impôr uma interpretação musical impecável. 

   Atrás de mim, havia uma moça que cantava de forma muito entusiasmada, com uma impostação vocal bastante lírica. No final da música, todos aplaudiram. 

   Seguiu-se uma oração pelas ofertas, que deveriam ser depositadas no gazofilácio. Depois desse momento, o pastor falou sobre os “pedidos impossíveis” que deveriam ser depositados na casinha de oração que, a propósito, representava a família. 

   Depois desse momento, os visitantes foram convidados a se colocarem de pé para serem conhecidos e saudados pelos membros da igreja, enquanto uma mensagem de boas vindas era exibida no telão. Eu me mantive sentado, enquanto os demais visitantes se colocaram de pé e foram cumprimentados. O pastor solicitou que os visitantes continuassem de pé para que fossem identificados pelas pessoas que entregariam um cartão de boas vindas. As pessoas portando os cartões de boas vindas demoraram o tempo suficiente para os visitantes, esquecidos, se sentassem. Quando eu já achava que ninguém apareceria, o pessoal apareceu. E, por uma razão misteriosa, os visitantes que ficaram de pé receberam o cartão, mas eu, não. Não consegui identificar como eles souberam que eu não tinha ficado de pé. Por fim, pedi um cartão e recebi. 

   Enquanto os cartões não vinham, o pastor fez a apresentação do Projeto Família. O culto de sexta-feira, se não me engano, tinha a ver com o projeto. A cantata foi incluída na programação por causa da Páscoa. A apresentação do projeto foi acompanhada de imagens no telão e, no final, foi exibido um clipe de uma música referente ao projeto, se não me equivoco, num estilo quase Cassiane. 

   Na seqüência, deu-se a oração pelos pedidos. Várias pessoas haviam depositado seus pedidos anotados no papel. 

    Logo após, as crianças foram chamadas para a frente, houve uma oração por elas, e elas foram encaminhadas ao culto infantil. Nessa altura, o coral já havia se posicionado no palco, todos de beca, pouco mais de 60 pessoas (mais ou menos 21 sopranos, 18 contraltos, 14 tenores e 11 baixos). Um narrador fez a introdução da cantata, expondo aos presentes o significado da páscoa. 

    A cantata foi apresentada, acompanhada de algumas declamações, narrações, encenações concomitantes e algumas danças. A música era bonita (o primeiro tema era um arranjo era o extraordinário tema “Ó fronte ensangüentada” da Paixão Segundo São Mateus, de Bach). Entretanto, achei a cantata num tom um pouco baixo o que implicou numa interpretação um pouco desmotivada, na minha opinião. Um amigo opinou que a tonalidade poderia ter sido proposital para gerar um clima mais sombrio; faz sentido. A orquestra, que recebeu a adição de um piano de caudas, teve uma sonoridade equilibrada com o coral. O coral soava bem, indicação de um bom preparo vocal. Entretanto, ainda bem que o texto cantado estava sendo projetado no telão porque, muitas vezes, não dava para entender o que eles cantavam. Durante a cantata foram projetadas algumas imagens do filme “Paixão de Cristo” do Mel Gibson. 

    Imediatamente ao término da cantata, me retirei do templo, pois tinha um bom percurso até minha casa. Era pouco depois das 21:30. O irmão empolgadíssimo do início do culto cumprimentou-me discretamente e sem animação, respondendo ao meu discreto cumprimento de cabeça.  

    Ah, o papelzinho que ele me entregou para anotar os pedidos de oração foi utilizado para anotar alguns aspectos da reunião, o que me permitiu escrever esse relato.  

Irmão Crecréu

   – Irmão Crecréu 

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Escrito por irmaocrecreu

02/04/2008 em 21:11

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5º culto (Páscoa): Congregação Cristã do Brasil

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Domingo de Páscoa, 23 de março de 2008.

Sr. K-fé,

Desta vez, estou entrando no salão de cultos da Congregação Cristã do Brasil, próximo a uma das estações do metrô, na zona norte, linha dois, no Rio de Janeiro. São 19h e 05m, sou saudado com boas vindas na portaria, subo as escadas e noto que todas as mulheres estão usando véu, e os homens em sua maioria vestidos de terno e gravata. As mulheres de um lado e os homens do outro. Mesmo tentando ser discreto, a minha indumentária contrastou com a do ambiente.

(Ouça a introdução clicando aqui autofalante.jpg)

Sentei-me próximo à porta de entrada lateral, e não fui cumprimentado por ninguém. Somente um senhor ofertou-me um hinário das igrejas das Congregações Cristãs no Brasil.

O dirigente conduzia os louvores, e os irmãos se levantavam sugerindo os hinos a serem cantados. Na parte do meio do salão postavam-se os músicos. Com meu vasto conhecimento instrumental identifiquei violinos, saxofones e um instrumento forte e grave que pareceu-me ser uma “tuba”. Existe isto? Estranhei, pois estes irmãos tocavam de tal forma que a letra dos cânticos se entendia. Também identifiquei melodias em seu hinário, comuns a algumas entoadas por Batistas, Presbiterianos, Metodistas, etc. Só que com outra tradução.

(Ouça parte da música clicando aqui autofalante.jpg)

Seguiu-se um período de comunhão em que todos foram convidados a ajoelharem-se e adorar a Deus. Em todo este tempo ouvi muitos “Glória a Deus”. Em certo instante um irmão começou a orar em voz mais alta e todos outros se acalmaram, e ao término de sua oração exclamaram: “Amém, Glória a Deus”.

O dirigente deu oportunidade para os testemunhos. Após um pequeno recesso, um irmão beirando seus 60 anos narrou a dor no peito que esteve sentindo e que ao procurar o médico na semana anterior, este o tranqüilizou dizendo que não era nada do que havia pensado, e simplesmente pediu-lhe uns exames. Ele agradeceu desde já a atuação de Deus nisto. A congregação contra argumentou: “Glória a Deus”.

Houve também um período de exortação.
(Ouça a exortação sobre o testemunho clicando aqui autofalante.jpg)

O dirigente pediu mais reverência na casa de Deus, a fim de não comprometer a comunhão. Argumentou contra a constante movimentação de crentes no culto em direção aos banheiros. Também falou da conta de água que precisava ser paga nesta semana e que não havia dinheiro disponível para pagá-la. Perguntou aos crentes se queriam ficar sem água na igreja e apelou para as contribuições.
(Ouça sobre o problema da conta d’água clicando aqui autofalante.jpg)

Novamente cantamos um hino, preparando-nos para o momento da revelação de Deus. O dirigente convocou para mais um momento de oração.

Finalmente o dirigente abriu a Bíblia de um lado para o outro e ficou procurando um texto pra sua meditação. Estava meio difícil, até que implorou ajuda para achar aquela passagem em que Jesus disse que derrubaria o templo em três dias. Não demorou muito e achou no Evangelho de João 2:13-22. Falou cerca de 25/30 minutos. Não houve um bom começo, meio, e nem fim. Será que é exigir demais? Citou o V.T. e o N.T. entrelaçados, mas sem muito nexo. Cheguei mesmo a querer que tal período logo terminasse. Fez lá a sua exegese e ao final de cada colocação incentivava a grei a dizer “Glória a Deus”.

Estava bem próximo a saída, e logo após o último hino deixei meu hinário no local disponível e cumprimentei o porteiro, retirando-me mais uma vez de uma igreja sem ser abordado por ninguém.

Foi um culto de um grupo ultra ortodoxo; poucos jovens/adolescentes, com pessoas bem sinceras, mas não muito preocupadas com a presença dos visitantes.

Um abraço,

Irmão Xexéu

Irmão Xexéu

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Escrito por irmaoxexeu

24/03/2008 em 13:44

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4º culto: Comunidade Evangélica Paz e Vida

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Domingo, 17 de fevereiro de 2008
Prezado K-fé,

Estou de novo entrando num salão de culto, desta vez, atrasado em uma hora, pois a Comunidade Evangélica “Paz e Vida” na zona (suprimido para segurança do autor) da cidade do Rio de Janeiro, inicia suas atividades vespertinas às 18 horas. É um bairro de uma comunidade carente, próximo ao Morro do Juramento. Os carros estacionados eram em sua maioria populares.

( Ouça a introdução clicando aqui. autofalante.jpg)

Encontrei um auditório com aproximadamente 700 pessoas, acomodadas em assentos estofados bem confortáveis. O auditório era mais de pessoas carentes. O assunto da noite foi PROSPERIDADE. Parece ser hoje o carro chefe dos neopentecostais. O pastor baseou-se em Deuteronômio 15:4-6. O orador abordou que Deus não quer pobreza no seu meio. Bem falante, parecendo um “camelô do evangelho” ao orientar a sua mensagem, disse do novo plano econômico de Deus, referendando-se também em Lucas 6:38 e no Salmo 1. Neste plano o agente multiplicador é muito importante. A idéia é que Deus multiplica o que a gente dá. Quanto mais der, mais Deus vai multiplicar. Em dado momento pediu ao auditório para multiplicar: ($1099000,00 + $1099,00 + $999,00) x 0 = $0, logo arrematou, “não adianta pensar alto sem o agente multiplicador”. Disse que no milagre dos pães e peixes o agente multiplicador foi 2 pães e 5 peixes. Imagine uma oferta sua grande hoje então! Segundo ele, Deus tudo vê e o agente multiplicador tem de ser de acordo com a posse de cada um. Um empresário é diferente de um assalariado, que é diferente de um desempregado, que é diferente de uma doméstica. Quem quiser maiores bençãos precisa usar maiores multiplicadores.

Algumas outras pérolas da pregação:

“Deus não quer nenhum de seus filhos sem saber como vai fazer para pagar a prestação do carro”
“Deus não quer ver os seus filhos chegar [sic] no supermercado e ter que pegar o pior”
(clique aqui para ouvir autofalante.jpg)

“Que Deus é esse que ama a prosperidade e se alegra na miséria? Ou Deus ama a prosperidade e aprova a prosperidade, ou ele ama a miséria”
“O Senhor ama a prosperidade”
(clique aqui para ouvir autofalante.jpg)

“Quantos aqui acreditam que Deus ama a prosperidade? Então diga: ‘Hoje acabou a miséria na minha vida’”

(clique aqui para ouvir autofalante.jpg)

“Deus tem um plano econômico para você. Deus criou um plano econômico para Israel, e ele vai criar um plano econômico para o seu povo.”
“Deus fez um plano econômico só para que não houvesse no meio do seu povo uma classe social. [...] Mas ele faz um plano para que não houvesse apenas um tipo de classe social no meio do seu povo. Quer ver? Deuteronômio 20.4. Olha o que está escrito: ‘Somente para que entre ti não haja pobre’. ‘Pastor, Deus não gosta de pobre?’. Deus gosta de pobre, mas ele quer transformar o pobre em rico. Ele quer prosperar a vida do pobre.”

Ao término da explanação, convidou a todos a irem entregar seus dízimos e ofertas. Orou por cada ofertante presente, junto ao altar. Como testemunha ocular, saí 1h e 10m de cerimônia e não fui abordado por ninguém. Um abraço!

Irmão Xexéu

Irmão Xexéu

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Escrito por irmaoxexeu

17/02/2008 em 20:00

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3º culto: Igreja Metodista

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Rio de Janeiro, 20 de Janeiro de 2008 

Prezado irmão K-fé, 

Neste domingo de verão no Rio de Janeiro, continuando minha missão, aportei  em uma Igreja Metodista na zona norte desta cidade. A atividade iniciou às 19 horas e era um dia especial de gratidão pelos seminaristas que “passaram de ano” em 2007. Isto é, incluía seminaristas que tinham concluído qualquer fase de estudos em 2007. Ao dirigir-me ao salão de  adoração, recebi um encarte com  a programação da noite. Sentei-me como de costume no último banco, e logo duas visitantes se postaram ao meu lado. Havia no recinto umas duzentas pessoas.

Houve um prelúdio. Uma regente começou a puxar o cântico: “Libertador, filho do Homem Deus” e  em todos os louvores a letra da canção foi projetada ou estava presente no programa impresso.

Os formandos entraram um a um, e se postaram lá na frente. Foi cantado um hino do hinário metodista intitulado “Ao Deus Supremo “. Um grupo de  senhoras  em trajes uniforme começou a dançar coreagraficamente ao som de um cântico da moda muito tocado em nossas FM neopentecostais. ( Eu, Xexéu, tenho dificuldade de me concentrar neste tipo de “mensagem”) Todas as atividades musicais terminavam com as  palmas do auditório.

Após, foi feita a leitura responsiva baseada no Livro de Provérbios, intercalando o dirigente, congregação e formandos. Também tivemos um momento de confissão e arrependimento, seguido do culto da oferta.

Os visitantes foram convidados a ficarem em pé e duas senhoras com um microfone sem fio, iam em suas direções, identificando-os nominalmente e perguntando se eram membros de alguma igreja evangélica. Quando chegou a minha vez, convidaram o marido de uma delas para saudar-me; e não é que o rapaz me identificou pela minha atuação profissional?!

Novamente entoamos louvores. Desta feita cantamos: “A marca de Cristo”, “Unção de ousadia” e “Deus é bom demais”.  Finalmente após 1h e 15m ao Evangelista Pedro Paulo foi dada a oportunidade de trazer a reflexão da noite. Ao assumir o púlpito relatou que orou a semana inteira pedindo uma palavra a Deus para aquela noite, e que durante toda a semana não teve inspiração do alto. Já estava propenso a pedir outro que assumisse o seu lugar, mas que na tarde deste domingo após dormir de 14h às 16h, acordou e Deus colocou em seu interior a inspiração. Baseou seu sermão na “Oração de Jabes” registrada no livro de I Crônicas 4:8 “Jabes foi mais ilustre do que seus irmãos.” Pediu aos irmãos que relatassem o que entediam ser o significado desta expressão na Bíblia. Após ouvir a congregação, deu a sua interpretação pessoal e desafiou-nos a sermos ilustres na vida. Esta reunião teve a duração de 2 horas e 3 minutos. No final, toda a igreja cantou a “Bênção apostólica” e fomos despedidos. Na porta fui saudado pelos pastores, que me convidaram retornar outras vezes.

                 Um abraço, 

Irmão Xexéu
                                               Irmão Xexéu

 PS: Por que os pastores pregam com uma entonação tão diferente da sua fala normal? Este de hoje não falava, berrava.  Será uma técnica de oratória? Eles aprendem isto nos Seminários? Se alguém puder me responder, agradeço.

       Atenciosamente,

            Irmão Xexéu

Escrito por irmaoxexeu

21/01/2008 em 12:40

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2º culto: Núcleo Evangelístico da Assembléia de Deus

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Rio de Janeiro, 13 de janeiro de 2008.

Prezado irmão K-fé,

Novamente tive a oportunidade de visitar uma nova igreja. Desta feita, estive no Núcleo Evangelístico da Assembléia de Deus da ****, situada no subúrbio da cidade do Rio de Janeiro. Ao me dirigir ao salão de culto, recebi boas-vindas do introdutor. Como de costume sentei-me no último banco próximo a duas senhoras que me saudaram com a “Paz do Senhor”.
Era pouco mais das 19 horas, e começou o “louvor”. Não consegui distinguir o que cantavam pois o baterista estava num dia de mão pesada, o local era pequeno, e não havia nenhum tipo de projeção ou papel com a letra dos cânticos. Havia no recinto cerca de 19 a 23 pessoas, contando com o pastor e seu auxiliar junto ao púlpito. Apesar de haver relativamente poucas pessoas, eles ainda tinham amplificação com várias caixas de som.
De repente o introdutor-mor me abordou perguntando se eu era membro de alguma igreja. Respondi que fazia parte de uma igreja cristã próximo a região e que estava visitando algumas igrejas. Anotou meu nome num pedaço de papel. Após o louvor, o dirigente informou a minha visita, pediu para eu ficar em pé e fui aplaudido por toda grei.
Houve a leitura bíblica de Romanos 8:31-39 e logo a seguir anunciou-se a programação da semana. Foi muito destacada a continuação da campanha da “restituição” com a presença do Irmão Jean. Pelo que entendi a
campanha da restituição era para estimular os crentes a ter a restituição daquilo que o gafanhoto do livro de Joel consumiu.
Logo após, houve o culto da oferta quando todos os presentes receberam um envelope branco com os dizeres: “oferta de amor” e Malaquias 3:10. O pastor aproveitou a oportunidade e falou cerca de 10 minutos sobre a fidelidade e a importância de se ofertar.
Novamente, outro período de “louvor” e então o baterista passou a baqueta para a sua irmã e se apossou da guitarra. Não é que o problema de altura de som continuou? Com muito esforço consegui identificar um cântico “Eu vejo a glória do Senhor hoje aqui, vou louvando e sinto o Senhor me tocar” Neste instante minha vontade era de me encaminhar lá pra fora, mas confesso que resisti. Missão é missão! Sou um missionário!
O pastor contou do sonho que teve. Neste sonho, estava numa praia junto da família e com alguns membros da igreja, quando começou a se formar uma onda gigante tipo “tsunami”. Então após um momento de apreensão em que sentiu que todos seriam tragados, fechou os olhos e quando abriu viu uma forte luz dos altos céus na sua direção e quando se deu por si, a onda se desfez e o mar se acalmou. A congregação começou a gritar “Glória a Deus” , “Aleluia”!… Aproveitou o momento e falou da importância de estar protegido por Deus. Então pediu a todos que cantassem o cântico: “Jesus” e então orientou que os instrumentistas tocassem bem suave. Emendaram com “Só tua graça me basta” que foi entoado como um io-iô, indo e voltando sem fim.
Foi chamada ao púlpito para pregar a esposa do pastor como a “mensageira da noite”. As irmãs do banco da frente me ofereceram uma bíblia para acompanhar a leitura do Salmo 121. Falou bem simples e objetivamente sobre o cuidado de Deus para conosco.
Cantaram a bênção apostólica e após duas horas, fomos despedidos.
Saí, sem ser notado.
Sem mais, despeço-me, com um grande abraço.

Irmão Xexéu
Irmão XEXÉU.

Escrito por irmaoxexeu

13/01/2008 em 23:40

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1° culto: Igreja Internacional da Graça de Deus

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Querido irmão K-fé,
Hoje, dia 16/12/2007, participei do meu 1° culto. Foi na Igreja Internacional da Graça de Deus em um bairro aqui no Rio de Janeiro. Logo que entrei o introdutor me perguntou se eu havia trazido trigo. Ao ouvir a minha negativa, untou a palma da minha mão com ungüento. Durante o culto sentei-me bem atrás e as pessoas só me cumprimentaram em uma hora em que o pastor pediu para que desse um abraço na pessoa ao lado. Era uma ocasião especial, tinha uma tenda (tabernáculo) armada no local do púlpito, e hoje era o dia em que os fiéis iam ao passar pela tenda deixando sua oferta e pedidos, iriam ver o sobrenatural de Deus em suas vidas. O grupo de ¨louvor¨ ficou ininterruptamente lá na frente com um volume desesperador que parece fazer parte do clima. Então dois pastores se apossaram do microfone e começaram a comandar a liturgia. O detalhe é que vestiam uma roupa “SACERDOTAL”, bem parecida com alguns apetrechos que o PAPA usa. Deve ter alguma associação com a tenda montada na frente da igreja, batizada pelos líderes de Tabernáculo. Aqui estão algumas pérolas da pregação:

Se você é de Deus você tem que cobrar de quem? (Igreja: de Deus)
Se eu sirvo ao Exu eu tenho que cobrar de quem? (Igreja: de Exu)
Se eu sirvo à Pomba Gira tenho que cobrar de quem? (Igreja: dela)
Se eu sirvo ao santo tal tenho que cobrar de quem? (igreja: do santo tal)
Se eu sirvo ao Deus de Israel eu tenho que cobrar de quem? (igreja: do Deus de Israel)
Então ele vai mudar a tua vida e a minha.”
Na ocasião tinham vários obreiros, um para cada três bancos, perfazendo mais de vinte pessoas. Ao final do culto, cada pessoa que fez o seu voto recebeu um livro de Hagin (Pai da teologia da prosperidade), intitulado : “O Nome de Jesus”. Terminando, me dirigi à jovem ao meu lado e perguntei se tudo isso fazia parte da normalidade. Ela respondeu que hoje era um dia especial, em que os votos de 2008, junto com as ofertas, seriam levados à tenda afim de serem abençoados por Deus. Então me retirei e ninguém sentiu a minha falta.

Um abraço,

 

Irmão Xexéu
Irmão Xexéu
(clique aqui para ouvir um trecho da música do culto. Na próxima página clique em ‘download’)

Escrito por irmaoxexeu

19/12/2007 em 8:31