Posts Tagueados ‘Congregação Cristã do Brasil’
5º culto (Páscoa): Congregação Cristã do Brasil
Domingo de Páscoa, 23 de março de 2008.
Sr. K-fé,
Desta vez, estou entrando no salão de cultos da Congregação Cristã do Brasil, próximo a uma das estações do metrô, na zona norte, linha dois, no Rio de Janeiro. São 19h e 05m, sou saudado com boas vindas na portaria, subo as escadas e noto que todas as mulheres estão usando véu, e os homens em sua maioria vestidos de terno e gravata. As mulheres de um lado e os homens do outro. Mesmo tentando ser discreto, a minha indumentária contrastou com a do ambiente.
(Ouça a introdução clicando aqui
)
Sentei-me próximo à porta de entrada lateral, e não fui cumprimentado por ninguém. Somente um senhor ofertou-me um hinário das igrejas das Congregações Cristãs no Brasil.
O dirigente conduzia os louvores, e os irmãos se levantavam sugerindo os hinos a serem cantados. Na parte do meio do salão postavam-se os músicos. Com meu vasto conhecimento instrumental identifiquei violinos, saxofones e um instrumento forte e grave que pareceu-me ser uma “tuba”. Existe isto? Estranhei, pois estes irmãos tocavam de tal forma que a letra dos cânticos se entendia. Também identifiquei melodias em seu hinário, comuns a algumas entoadas por Batistas, Presbiterianos, Metodistas, etc. Só que com outra tradução.
(Ouça parte da música clicando aqui
)
Seguiu-se um período de comunhão em que todos foram convidados a ajoelharem-se e adorar a Deus. Em todo este tempo ouvi muitos “Glória a Deus”. Em certo instante um irmão começou a orar em voz mais alta e todos outros se acalmaram, e ao término de sua oração exclamaram: “Amém, Glória a Deus”.
O dirigente deu oportunidade para os testemunhos. Após um pequeno recesso, um irmão beirando seus 60 anos narrou a dor no peito que esteve sentindo e que ao procurar o médico na semana anterior, este o tranqüilizou dizendo que não era nada do que havia pensado, e simplesmente pediu-lhe uns exames. Ele agradeceu desde já a atuação de Deus nisto. A congregação contra argumentou: “Glória a Deus”.
Houve também um período de exortação.
(Ouça a exortação sobre o testemunho clicando aqui
)
O dirigente pediu mais reverência na casa de Deus, a fim de não comprometer a comunhão. Argumentou contra a constante movimentação de crentes no culto em direção aos banheiros. Também falou da conta de água que precisava ser paga nesta semana e que não havia dinheiro disponível para pagá-la. Perguntou aos crentes se queriam ficar sem água na igreja e apelou para as contribuições.
(Ouça sobre o problema da conta d’água clicando aqui
)
Novamente cantamos um hino, preparando-nos para o momento da revelação de Deus. O dirigente convocou para mais um momento de oração.
Finalmente o dirigente abriu a Bíblia de um lado para o outro e ficou procurando um texto pra sua meditação. Estava meio difícil, até que implorou ajuda para achar aquela passagem em que Jesus disse que derrubaria o templo em três dias. Não demorou muito e achou no Evangelho de João 2:13-22. Falou cerca de 25/30 minutos. Não houve um bom começo, meio, e nem fim. Será que é exigir demais? Citou o V.T. e o N.T. entrelaçados, mas sem muito nexo. Cheguei mesmo a querer que tal período logo terminasse. Fez lá a sua exegese e ao final de cada colocação incentivava a grei a dizer “Glória a Deus”.
Estava bem próximo a saída, e logo após o último hino deixei meu hinário no local disponível e cumprimentei o porteiro, retirando-me mais uma vez de uma igreja sem ser abordado por ninguém.
Foi um culto de um grupo ultra ortodoxo; poucos jovens/adolescentes, com pessoas bem sinceras, mas não muito preocupadas com a presença dos visitantes.
Um abraço,
![]()
Irmão Xexéu
(clique abaixo sobre “ainda sem comentários” ou “n comentários” para deixar seu comentário!)