Relatos do Irmão Xexéu

Visitando as mais variadas igrejas

10º culto: Caminho da Graça de Caio Fábio, Brasília

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Entrada do La Salle

Entrada do La Salle

La Salle visto de fora

Brasília, 2 de Maio de 2010

Os detalhes de local e hora do culto do Caminho da Graça não foram tão fáceis de achar. Eu já sabia onde era mas não sabia a hora. A página escondida do site confirmou: 18h.

Cheguei às 17:50. Um carro chegou com uma família e estacionou na entrada do estacionamento em um lugar proibido. Pensei em chamar sua atenção, mas desisti. Um jovem de cabelos longos fumava na entrada da escola.  Um outro jovem senhor cumprimentou-me na entrada. Não sei se era o “introdutor oficial” ou se estava apenas esperando algum conhecido. Subi a rampa. Na ante-sala, a banquinha vendia livros antigos do Caio Fábio. Mas a maior parte da mesa estava coberta de DVDs com suas mensagens. Fiquei ali uns 10 minutos e não falei com ninguém e ninguém falou comigo.
Entrei e sentei.

Teatro do La Salle por dentro

Teatro do La Salle por dentro

O culto começou com músicas. Os músicos não ficavam bem lá no centro do palco, mas do lado. Reconheci todas as músicas exceto um baião que dizia “Cristo tem poder (3x) /Aleluia, tem poder “. Lá dentro havia duas câmeras filmando. Uma fixa cobrindo o centro do palco. Um segundo cameraman ficava andando pelo ambiente filmando tanto o palco como as pessoas.

Ouça aquiaqui esses trechos.

Chamaram um homem para tocar alaúde. Isso mesmo, alaúde! Tocou uma peça interminável. Sempre voltando aos temas, dava a impressão de repetir deliberadamente. A música parecia mais Barroca que Renascentista. Até que Caio Fábio começou a ler a Bíblia e a falar enquanto o camarada tocava, agradecendo-o depois.

Alaúde

Alaúde

(Ouça aqui o som do Alaúde)
Às 18:45 houve anúncios. Uma mulher recomendou que pessoas comprassem uns livros do Caio Fábio, citando passagens de alguns. Sugeriu também que pessoas trocassem livros entre si. O Caio Fábio, por sua vez, disse que era pra ler os livros todos, pois o que escrevia tinha início, meio e fim. E então confessou não ter paciência com pessoas que não querem se engajar e de novo disse pras pessoas comprarem seus livros. “Aqui no Caminho da Graça, onde tudo é sério, honesto, sincero, verdadeiro, limpo e claro […] ” Depois do pito, o Caio Fábio pede pras pessoas cumprimentarem que está ao lado e para perguntar o nome, pois ele ia conferir (bem, esqueceu de conferir).

Depois falou do canal de TV pela Internet, a Vem & Vê TV.  Disse que teve tanta procura que os computadores não estavam dando conta. Por isso ele pediu pras pessoas contribuirem financeiramente.

Às 18:49 foi a hora das crianças saírem do teatro. Nessa hora, de olho, já devia ter umas 700 pessoas presentes.
Caio Fábio então falou de Alto Paraíso (220 Km de Brasília). Estão abrindo um Caminho da Graça lá, chamando de Café com Graça. Soube depois que . Vai ter uma LAN house lá dentro. Vão credenciar pessoal da cidade que queira ter senha mensal e receber em casa via wireless (sem fio) acesso à Internet. Aliás, querem dar cobertura de toda a cidade com wireless. Vão criar biblioteca. Vão ter lanchonete, etc. Então pediram pras pessoas doarem laptops para o projeto. Também pediu doação de móveis.

(Ouça aqui, aqui e aqui esses trechos)
Às 19:03 era a hora dos dízimos. Cantaram o hino “Graças Dou”. Depois cantaram “A Começar em Mim”. Então Caio Fábio disse que não tinha conseguido chegar na hora que queria no local para orar. Falando de costas, convidou as pessoas a irem à frente receber oração.

Caio Fábio Lendo

Caio Fábio Lendo

Às 19:09 cantavam uma música com jeito de conhecida que dizia “sonda-me”, “quebranta-me”, etc. Caio Fábio orava ajoelhado lá na frente. Depois cantaram ainda “Meu Jesus Salvador” (Shout to the Lord)

Caio Fábio

Caio Fábio

Caio Fábio ajoelhado

Caio Fábio ajoelhado

Às 19:18 ainda havia pessoas chegando. A pregação propriamente dita começou às 19:20 com o anúncio da intenção de ser curta por causa da Ceia. Caio leu e pregou sobre Mateus 7.6, sobre não dar pérolas aos porcos no aspecto dos relacionamentos afetivos. A pessoa atrás de mim batia várias vezes na minha cadeira e conversava com as pessoas ao seu lado. Às 19:42 Caio disse que estava resumindo sua pregação e enquanto isso pessoas ainda entravam no lugar. Nessa hora devia ter, de olho, entre umas 800 a 900 pessoas no teatro. E a pessoa continuava batendo na minha cadeira.

(Ouça aqui, aqui e aqui esses trechos)
A pregação terminou às 20:03, com o serviço da Ceia. Havia cerca de 20 diáconos, incluindo pelo menos uma mulher que eu me lembre, todos vestidos “normalmente”. Ao falar sobre a Ceia, Caio citou vários versículos relacionados de memória.
O culto terminou às 20:11.

Written by Gustavo Frederico

08/05/2010 at 22:42

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9º culto: Assembléia de Deus, Ministério de Madureira, Campo do Brás, São Paulo

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Amigos e amigas,
    O relato de hoje nos chega de um irmão anônimo. Documentamos aqui seu relatório, de fonte fidedigna.

““As palavras do falso profeta e os ouvidos comichosos das pessoas estão em
sincronia” Erwin W. Lutzer

Eu acabei de chegar da sede do Brás Depois do que vi e presenciei nesta noite neste “culto” se é que se pode chamar assim, não pretendo mais voltar ali tão cedo.

Foi demais para um pesquisador como eu que lido com modismos e sempre procuro estar atualizado nesta área ter que ver o que vi. Decidi ficar, depois que observei as roupas de um tal Pr. Arlindo Teodoro – presidente do campo de Vitoria-ES – de Madureira. O tal Arlindo ministraria com um ‘terno” branco e demais peças de roupas em branco com exceção do sapato e camisa, para destacar sua gravata branca – qualquer semelhança com Benny Hinn é apenas coincidência . Uma campanha em plena terça, onde os cristãos do campo e  pastores deveriam estar aprendendo a Bíblia em um culto de ensino, mas afinal para que estudar a Bíblia não é mesmo?

O tal Arlindo que se intitulava amigo do pastor presidente Samuel Ferreira, trouxe a Palavra de Deus misturada com a “Confissão Positiva”, mas algumas frases me chamaram atenção:

“ A razão nos rouba a nossa fé”

“quantas bênçãos nós perdemos devido a razão”

“Nós materializamos nossos problemas, e não devemos fazer isto”.

Sua mensagem da “Confissão Positiva” misturada com a ortodoxia me faz pensar de como a verdade mistura com o erro é mais mortal que o erro propriamente dito. Os crentes naquele templo glorificaram, levantaram as mãos, e fizeram todos os gestos de confirmação à mensagem que aquele lobo ministrava, comprovando mais uma vez que os evangélicos deste campo jamais serão íntegros Biblicamente novamente, pois todos os pequenos efeitos da verdade e da ortodoxia estão minguando de vez, neste setor.

Mas o pior estava para vir, depois de sua capciosa mensagem o senhor Arlindo, e o chamo assim pois não tenho condições de chamá-lo de pastor – pois afinal um pastor não faz aquilo – convida os assembleianos a comprar uma replica da arca do concerto em miniatura por apenas dois mil reais, e eram 10 arcas. Havia outras dez menores, por apenas R$ 1000,00, e ao redor de todo o púlpito do Brás estavam pequenas arcas, por apenas R$ 50,00. Ele conseguiu vender todas as dez arcas de R$ 2000,00 e todas as de R$ 1000,00, também. Mas  qual foi a técnica de vender estas arcas, se afinal você pode conseguir iguais na Conde de Sarzedas por uns R$ 200,00?

O segredo estava em que o pilantra chamado Arlindo Teodoro disse. Ele afirmava através de testemunhos que aquelas arcas “ungidas” traziam bênçãos financeiras e uma imensa “paz” ao detentor que a comprasse. Então para garantir a venda das mesmas usou outro golpe para iludir os incautos. Apresentou em vídeo na igreja um pequeno filme em que crianças na África estavam sendo beneficiadas através de uma pequena casa onde abrigavam filhos órfãos de pais que morreram devido a AIDS. Então já viu, né, o povão ficou sensibilizado com aquela obra de amor do senhor Arlindo e não restava nenhuma duvida sobre como aquele dinheiro estava sendo investido, tenho que admitir que foi muito convincente para a platéia, afinal é assim que os lobos arrancam a Lã das ovelhas.

Vendeu todas as arcas grandes no total de 20, mas ainda havia ficado as inúmeras pequenas arcas ao redor do púlpito, e o que fazer, afinal parecia que o povo estava em cima do muro, sobre aquele assunto, afinal quantos assembleianos tinham presenciado um culto das arcas ungidas na vida?

Mas como garantir que aqueles que levaram a arca iriam pagar os dois mil, não existiam comprovantes das pessoas que adquiriram tal arca ‘ungida” e nem era anotado seus endereços. O senhor Arlindo ficou tranqüilo pois afinal sua maldição estava para vir! Dizia o tal Arlindo que a pessoa que pegou a arca ungida não deveria em hipótese nenhuma deixar de pagá-la, pois da mesma forma que a arca foi abençoada por Deus, ela seria um instrumento de maldição para aquele que deixasse se sacar os dois mil reais pela tal arca. Ou seja, era um amuleto que traria muita paz mas que deixá-lo de pagar de tornaria um instrumento de maldição divina, é mole ou quer mais!!!!!

Então entrou em cena o tal do pastor Samuel e sem nenhuma humildade falou que era um homem bem sucedido e que há havia chegado aos 42 anos no topo da vida, como presidente do maior ministério do Brasil (sim, ele disse isto), tinha aviões, helicópteros, empresa, era um homem rico e para onde ir mais? Mas se gabou de receber um convite de estar juntamente com a família no ano que vem em um transatlântico luxuoso em um evento teológico e que aqueles que o convidaram lhe informaram que não precisaria gastar nenhum tostão, tudo pago pelo evento. E em um brado de alegria disse ao Arlindo e aos assembleanos, se Deus estava com ele ou não??!!!! E o povão se alegrou.

Então ele informou ao povo que estava comprando pelo menos três arcas de R$ 2000,00, uma para colocar no quarto, outra na empresa e outra não sei onde. E que ao possuir aquelas arcas queria muita paz, pois elas lhe proporcionariam esta paz tão desejada, pois afinal eram especiais, e ele afirmou: “Gente eu creio nisso, eu creio nestas coisas”. Não é preciso dizer que ao convidar os coitados dos assembleanos para comprarem suas pequenas arcas de R$ 50,00 reais, quase que toda a igreja foi a frente, fazendo com que o senhor Arlindo ficasse com os bolsos cheios e quem sabe “os africanos também”.

O senhor Arlindo antes de orar pelo enfermos naquela noite ainda teve a capacidade de “profetizar” ao Samuca que ele vai ser um pastor muito conhecido no mundo e que muitos deste planeta virão à sede do Brás para ver o que Deus está fazendo. E ainda na ousadia de suas “profetadas” informou aos inocentes daquela noite que havia um pastor que estava querendo comprar mais uma das “arca ungidas” e colocar em sua congregação para trazer paz entre o ministério e na sua igreja mas que estava sem coragem de fazê-lo. Mas que viesse a frente pois a paz reinaria ao comprar aquela peça miraculosa, onde aquele infeliz não resistiu e levou mais uma por apenas dois mil reais e assim mais um talismã ungido foi vendido, mas afinal era somente dois mil, uma pechincha, não é mesmo!

Confesso que depois de mais de quinze anos de jornadas nunca pensei em ver estas cenas em uma igreja histórica, fundada por homens sérios como o Pr Daniel Berg e Pr Gunnar Vingren. Certamente eles ficariam de cabelos em pé se pudessem ver o que se transformou uma das Assembléias de Deus no Brasil. Será que depois de tudo isto ainda poderei ficar em um ministério assim? Acredito que conhecedor do Deus da Bíblia e de seu evangelho, sinto que estarei cometendo pecado se continuar em uma igreja como esta, que se tornou uma Babilônia – morada de demônios. Será que hoje o ministério de Madureira do campo do Brás poderia falar contra as indulgências praticadas na Idade Media pela igreja católica romana?

Tive que sair antes de terminar aquele indigesto culto e ao sair pelas portas laterais orei de joelhos nas escadas daquele templo, pedindo a Deus que estas pessoas se convertam de seus maus caminhos e que o Senhor possa livrar este ministério das heresias que o arruinaram. Passou por mim uma pessoa que não sei quem foi pois não levantei a cabeça, para ver mas permanecendo de joelhos orei ao Senhor.

Preciso velar pela minha vida espiritual e por minha família, a palavra que o anjo disse a Ló, ressoa em meus ouvidos:

“Escapa-te por tua própria vida”. Preciso orar mais sobre minha retirada deste setor, pois esta insuportável permanecer nesta babilônia. Não posso ser conivente com estas horrendas coisas. Oreis por mim meu amigo, para que o Senhor possa me ajudar a congregar em um lugar onde ainda se ouve a Palavra de Deus.

Um pastor que ama a verdade no campo do Brás

18.08.09

Written by Gustavo Frederico

20/08/2009 at 22:18

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8º culto: Igreja Presbiteriana em Vila da Penha, RJ

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Rio de Janeiro, 13 de julho de 2008.

 

Prezado K-fé,

 

Após um período de recesso, novamente me aventurei a participar de um culto numa igreja evangélica brasileira, dando continuidade à minha missão.

Tenho sido criticado por entrar nas igrejas com um gravador oculto. Por isso já fui taxado de tudo. O que os críticos não refletem é que preciso me passar por um visitante, refletir como estes são tratados, se há realmente interesse cristão pelos que não são freqüentadores habituais, se são notados, ajudados, se estes sentem-se acolhidos ou meramente um qualquer. Se o gravador for avistado por certo a atitude fora do costume irá provocar uma nova curiosidade e postura.

Assim sendo, às 19 horas do dia 13 de Julho, entrei na Igreja Presbiteriana em Vila da Penha, subúrbio leopoldinense. Era uma noite de festa, com o encerramento das Conferências Missionárias. Havia um certo alvoroço no santuário; pessoas se preparavam para a participação no evento. Acredito que isto fez minha presença ser pouco notada. Fiquei cerca de 14 minutos quieto, sentado no último banco, aguardando o desenrolar do evento.

A nave estava repleta de bandeiras de diversos países. Na frente um grande painel focalizava o tema: “ Derrubando fronteiras”. Um senhor aproximou-se de mim e saudou-me com um “ boa noite”. Observei uma igreja de faixa etária bem jovem e aparentemente bem relacionados. O templo tem uma capacidade para mais ou menos 300 pessoas. Os músicos davam os últimos retoques nos instrumentos. Algumas jovens arrumavam suas vestes, haja vista que tomariam parte ativa na programação dançando de acordo com as partes musicais. Soube que são denominadas de Levitas.

Finalmente, apareceu um dirigente pedindo que todos desligassem seus celulares. Fez a leitura bíblica no livro de Salmos 2:8 e começou o período de louvores. Em um dado momento o pastor orientou a todos a se cumprimentarem, inclusive aos visitantes. Todos saíram de seus lugares e mutuamente se congratulavam apertando as mãos. Sendo assim, fui muito acionado. Me veio a seguinte indagação: fui cumprimentado por amor ou obrigação?

Um jovem foi convidado a ir à frente com o seu instrumento musical e houve a dedicação especial daquele rapaz para o aprendizado de guitarra. Tivemos os momentos de dedicação dos dízimos e ofertas. Logo a seguir um jovem conclamou a uma nova “coleta”, desta feita para cobrir os gastos com o congresso.

Iniciou-se mais um período de louvor e duas crianças foram consagradas a Deus.

Nova cantoria, e neste instante foi ensinado um novo hino. Então às 20h e 47m o orador oficial foi apresentado. Pensei em me retirar devido ao entardecer da hora, mas algo me fez recuar e confesso que foi bom.

O pastor convidado pelo que entendi é um missionário da JOCUM ( Jovens Com Uma Missão). Esteve 10 anos entre os índios no Amazonas, no Rio de Janeiro evangelizando comunidades carentes e violentas (morro do Borel e Central do Brasil), e atualmente encontra-se no norte do Paraná. Disse que o seu ministério é para construir igrejas, preparar sua liderança e quando estiver andando com suas pernas, partir para novo campo. Fez uma rápida retrospectiva das noites anteriores e contou sobre sua experiência missionária no Rio de Janeiro, seu chamado e como foi sustentado juntamente com 10 pessoas. Em determinado momento abordou sobre uma ocasião em que nada havia de alimentação. Então oraram e ele disse que iria dar uma volta no quarteirão e voltaria com o sustento. Não é que ao passar por um local em Copacabana avistou no chão cinco cédulas do maior valor monetário brasileiro? Pensou ser um “mico”, pois algumas propagandas, utilizam estampas de cédulas bem parecidas para anúncios financeiros. Olhou-as e achou bem próximas do real. Lembrou que alguns jovens também têm mania de brincar amarrando cédulas com linha bem escura e puxá-las quando um desavisado se inclina para pegá-las. Não, não tinha nenhuma linha. Finalmente pisou nas notas, era realmente a providência de Deus. Naquele dia comeram até camarão. Em outra ocasião, quando a dificuldade apertava, receberam doação em dólares do povo do México. Em outro momento, ainda em Copacabana, a dispensa estava vazia. Não tinha mais nada. Orou e falou ao grupo: “vou sair e Deus vai providenciar nosso sustento”. É evidente que voltou à rua em que achou aquelas espécies anteriores e nada havia. Quando se aproximava de volta para casa pensando já na desculpa que teria que arrumar, avistou um cano que no seu interior tinha várias cédulas com uma boa quantia de dinheiro. Ao avistar e pegar, ouviu uma voz: “não temas, eu estou contigo”.

Me chamou a atenção o fato deste missionário recitar trechos grandes da bíblia de memória. A leitura da multiplicação dos pães narrada em Marcos 6:30 – 44 serviu de base para sua palestra. O seu testemunho foi envolvendo o ambiente que nem vi a hora passar. Quando dei conta era 21h 57m.

Ao término fez um apelo missionário e muitos jovens foram tocados. Maravilhoso Domingo.

Um grande abraço.


Irmão Xexéu

 

Written by irmaoxexeu

26/07/2008 at 17:23

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Procuram-se colaboradores

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   Se você assim como o teólogo Kierkegaard deseja ser um “espião de Deus”, por que não ajudar os Relatos do Irmão Xexéu visitando igrejas e relatando a experiência? Procuramos pessoas que

– Escrevam bem, primando por detalhes 

– Tenham um senso crítico

(Cara-de-pau é um plus, mas não é necessário!) Entre em contato conosco! Queremos ouvir de você. Deixe um comentário clicando abaixo. No comentário inclua seu email verdadeiro. (Os comentários não serão divulgados. Os comentários serão apenas lidos pela administração do site)

Written by Gustavo Frederico

22/07/2008 at 14:37

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Sobre o 7º culto: prosperidade sim, hospitalidade não

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Irmão Xexéu,

A respeito do culto na Igreja Renascer para Cristo, para que microfone e som alto assim para 30 pessoas?

Entristece-me ver mais uma igreja enfatizando a Teologia da Prosperidade. Permita-me listar alguns versículos sobre o assunto:

Mateus 6.19 “Não ajuntem riquezas aqui na terra, onde as traças e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam.”

Atos dos Apóstolos 20.35 “Em tudo tenho mostrado a vocês que é trabalhando assim que podemos ajudar os necessitados. Lembrem das palavras do Senhor Jesus: ‘É mais feliz quem dá do que quem recebe.'”

I Timóteo 6.8-10

“Portanto, se temos comida e roupas, fiquemos contentes com isso.
Porém os que querem ficar ricos caem em pecado, ao serem tentados, e ficam presos na armadilha de muitos desejos tolos, que fazem mal e levam as pessoas a se afundarem na desgraça e na destruição.
Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos.”

Esse conselho de só convidar para entrar em casa quem o crente tiver alta confiança também me incomoda. Deixe-me citar outros versículos.

Mateus 25.43 “Era estrangeiro, e não me receberam na sua casa; estava sem roupa, e não me vestiram. Estava doente e na cadeia, e vocês não cuidaram de mim.” (Deus falando aos que estão debaixo da maldição de Deus, destinados ao fogo eterno. Note a palavra “pois” do versículo 42. “Afastem-se de mim […]. Vão para o fogo eterno […] pois […] não me receberam na sua casa”, etc)

Hebreus 13.1,2 “Continuem a amar uns aos outros como irmãos em Cristo. Não deixem de receber bem aqueles que vêm à casa de vocês; pois alguns que foram hospitaleiros receberam anjos, sem saber.”

Lucas 24.28,29 “Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez como quem ia para mais longe. Mas eles insistiram com ele para que ficasse, dizendo: — Fique conosco porque já é tarde, e a noite vem chegando. Então Jesus entrou para ficar com os dois.” (História do caminho de Emaús, onde os dois homens convidaram o estranho – Jesus – para ficar com eles.)

Outra história bíblica interessante que fala sobre a hospitalidade está em Juízes 19.

O levita vai atrás da noiva na casa dos pais dela, e a convence a voltar pra casa dele. Na viagem no caminho de volta eles não ficam na cidade dos jebuseus justamente para ficar em Gibeá, que era uma cidade do seu povo, os israelitas. Mas havia algo de estranho na cidade

Juízes 19.15 “Aí saíram da estrada para passar a noite na cidade. O levita chegou e se sentou na praça. Mas ninguém o convidou para dormir na sua casa.”

Isso já é um mau sinal. Naquela época não havia hotel como hoje. Era costume dos israelitas justamente hospedar os viajantes que estivessem na praça. O final da história é trágico. Um velho passa pela praça e os recebe em casa. À noite vêm os homens da cidade batendo na porta do velho ameaçando pegar o levita para ter relações com ele. Então o levita pôs a sua esposa para fora de casa. Os homens a forçaram e a abusaram sexualmente a noite toda, deixando-a morta de manhã na frente de casa.

Pesquisa de opinião pública: se o casal Hernandes, atualmente presos na Flórida por mentir à aduana americana sobre a quantidade de dólares que tinham, pedisse para ser hospedado na sua casa, vocês teria malta confiança neles e os hospedariam?

Abraços,

K-fé

(deixem seus comentários abaixo clicando sobre a palavra “comentários”)

Written by Gustavo Frederico

03/05/2008 at 20:29

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7º culto: Igreja Apostólica Renascer em Cristo, RJ

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Domingo, 06 de Abril de 2008.

Caro irmão K-fé,

Atendendo aos pedidos, estou aportando na Igreja Apostólica Renascer em Cristo no Rio de Janeiro.

(Ouça a introdução clicando aqui autofalante.jpg)
Igreja que ficou muito na mídia ano passado, devido à prisão de seus líderes: “Bispo” Estêves juntamente com sua esposa “Bispa” ou seja,” Episcopisa” Sônia, que ao chegarem aos EUA omitiram a totalidade de dólares que carregavam. Também é conhecida por ser a igreja do Kaká, atleta eleito o melhor jogador de futebol de 2007.

Logo na entrada dei de cara com um “brechó”, com roupas de toda estirpe. Um jovem atrás de um balcão me informou que o culto estava começando. Dobrei o corredor à esquerda e me deparei com um galpão de 30m x 10m com 96 bancos postados quatro a quatro. Umas 30 pessoas de pé com as mãos levantadas entoavam cânticos, sendo acompanhadas por três vocais, uma guitarra, um teclado e uma bateria. Como nas igrejas atuais tínhamos mais de 100 decibéis no salão. O que me chamou a atenção foi que o público dominante era de pessoas bem jovens.

Após o período de louvor que me custou 25 minutos em pé, e que pouco identifiquei o que cantavam, fomos convidados a sentar.

(Ouça um pouco da música da Renascer clicando aqui autofalante.jpg)

Em cada banco havia dois envelopes. O primeiro, com os dizeres em vermelho, tinha a finalidade de dízimos, ofertas e ofertas especiais. Na contra-capa um convite para me tornar um “Gideão”, abraçando mensalmente as obras assistenciais da Fundação Renascer. O segundo, com dizeres em azul, era destinado a pedido de milagres. Tinha espaço para identificação familiar, pedidos e como não poderia faltar, pedido de oferta. Todos os dois envelopes apresentavam I Reis 17:14 como tema (“Pois o SENHOR, o Deus de Israel, diz isto: ‘Não acabará a farinha da sua tigela, nem faltará azeite no seu jarro até o dia em que eu, o SENHOR, fizer cair chuva.'”)

Igreja Renascer em Cristo

Igreja Renascer

Logo chegou o momento dos testemunhos. Três jovens compareceram. A primeira falou da bênção de Deus ter feito com que aparecesse uma soma em dinheiro em sua conta bancária, que fez com que pudesse saldar suas dívidas. A segunda relatou da bênção de ter participado do encontro de mulheres e também relatou que seu marido se tornou outro após freqüentar o encontro de homens. A terceira relatou ter sido promovida no emprego, após ter feito um propósito financeiro com Deus. Todos aplaudiram a Jesus após cada depoimento.

Veio a primeira reflexão da noite, baseada em Gêneses 24:1-22. Notei que a “Bispa” tinha em seu poder um caderno grande de anotações. Fez várias afirmações: “Deus quando abençoa uma pessoa abençoa em tudo, porque é um Deus de obra completa”. Disse que Abraão sabia que Isaque precisava de uma pessoa especial para o desenvolvimento da obra de Deus e que não poderia ser nenhuma Cananéia. Tinha que ser alguém especial, e a escolhida do Senhor. Falou que Rebeca significava a oferta que você vai pegar, oferta que custa. Oferta que você vai pegar que é pura. Rebeca é a oferta que você vai pegar que é abundante. A oferta que é a continuidade da unção de Deus. Rebeca representa a melhor oferta para Isaque. Rebeca é a oferta generosa, oferta da santidade É a oferta que você vai pegar do jeitinho que o servo Eliézer pediu. Em suma, a sua oferta vai ser santa, pura, abundante, generosa, o que representa o melhor para você agradar a Deus. Não preciso dizer que a próxima parte do culto foi a de dedicação dos dízimos e ofertas.
(Ouça a esta parte clicando aqui e aqui tambémautofalante.jpg)

Novamente tivemos uma parte musical, preparando o ambiente para a segunda reflexão da noite.

Na segunda reflexão foi lida a passagem de Isaías 39:1-5. A bispa orou na autoridade de Jesus, amarrando o valente no abismo e toda a força contrária à Palavra. Também repreendeu a atuação do mal em cada vida e família.

Começou sua meditação exortando: “não se precipite”. Neste instante do culto ganhei a companhia de um irmão que se dispôs a compartilhar sua bíblia para acompanhar o estudo.

Foi uma meditação sobre 3 atitudes precipitadas de Ezequias que um crente não pode tomar, e 7 chaves para o crente ser suprido por Deus, fazendo com que seus tesouros não sejam roubados. “Temos que tomar cuidado com as coisas que nos são oferecidas por pessoas desconhecidas. Precisamos nos cuidar. […] Ore pelo o que você come, ore pelo o que você ganha. Tem dia que nem é dia para você comer e sim jejuar”.

ERRO : Aceitou presentes e revelou os seus tesouros.

Disse: Esse é meu tesouro, esse é meu exército, essa é a minha casa.

Não podemos mostrar nossa casa para qualquer um. Só mostre a sua casa à visita quando tiver alta confiança. Precisamos ungir nossa casa, nosso casamento, nossos filhos. Ungir tudo o que Deus nos deu.

(Ouça esse trecho clicando aqui autofalante.jpg)

ERRO: Não discerniu no Espírito. I Cor 2:14.

Quando nos enchemos do E.S. discernimos quem é verdadeiro de quem é falso, quem é espiritual de quem é carnal.

3º ERRO: Não buscou a orientação profética de Isaías.

Esta igreja tem uma liderança profética. Esta igreja tem uma revelação profética. Esta igreja tem uma palavra profética. “Repitam comigo:’esta igreja apostólica tem orientação profética, por isso eu vou caminhando até Jesus voltar'”. É preciso crer na orientação profética.

Durante esta mensagem fiquei sabendo que estão comemorando o ano de Ester. Não consegui entender qual qual implicação disto para o povo.

Discorreu também sobre as atitudes dos crentes para não perderem seus tesouros. Usou versículos aleatórios da bíblia.

Quando estava para encerrar sua meditação, meu vizinho perguntou se eu era Evangélico. Disse que sim e que estava visitando algumas igrejas. Perguntou também se eu gostaria de ir lá na frente. Respondi que não.

A última foi a celebração da Ceia do Senhor. Durante um cântico, alguns irmãos ofertaram os elementos da ceia a todos os presentes. Olhei para o relógio e eram 21h e 03 m, foi o bastante para me despedir do companheiro ao lado e me retirar de fininho.

Mais uma missão cumprida. Até breve, em qualquer espaço cristão.

Saudando com boas vindas o irmão Crecréu, nosso novo correspondente em São Paulo, me despeço.

Irmão Xexéu

Written by irmaoxexeu

11/04/2008 at 10:14

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6º culto: Igreja Batista da Lapa, São Paulo

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No dia 21 de março de 2008, fui à Igreja Batista da Lapa, em São Paulo, assistir a uma cantata de Páscoa. 

   A reunião tinha horário marcado para as 20:00. Cheguei por volta das 20:05. Logo na entrada do templo, um irmão bastante entusiasmado me abordou com a seguinte pergunta: “Você acredita em milagres?” Acho que ele não esperava que eu respondesse porque, antes que eu esboçasse qualquer reação, ele me entregou um pequeno papel onde eu deveria anotar meus pedidos de oração e depositá-los num recipiente, em forma de uma casa, na frente do palco. Peguei o papel e fui me sentar na galeria, no fundo do templo. 

   Depois de alguns instantes, a reunião começou. Havia uma pequena orquestra formada por 3 clarinetes, 5 violinos, 4 saxofones, 4 flautas, 2 trompetes, 2 trombones, bateria e contrabaixo. A música cantada foi “Sou feliz”, com a letra projetada no telão. Chamou-me a atenção o regente da orquestra que, nos intervalos das estrofes e estribilho, suspendia a regência e esperava o pastor entrar já que, o pastor, visivelmente sem qualquer noção de música, atropelava no final das estrofes. Gostei da atitude do regente, pois demonstrou maturidade ao lembrar-se que os músicos estavam ali apenas para acompanhar e não para impôr uma interpretação musical impecável. 

   Atrás de mim, havia uma moça que cantava de forma muito entusiasmada, com uma impostação vocal bastante lírica. No final da música, todos aplaudiram. 

   Seguiu-se uma oração pelas ofertas, que deveriam ser depositadas no gazofilácio. Depois desse momento, o pastor falou sobre os “pedidos impossíveis” que deveriam ser depositados na casinha de oração que, a propósito, representava a família. 

   Depois desse momento, os visitantes foram convidados a se colocarem de pé para serem conhecidos e saudados pelos membros da igreja, enquanto uma mensagem de boas vindas era exibida no telão. Eu me mantive sentado, enquanto os demais visitantes se colocaram de pé e foram cumprimentados. O pastor solicitou que os visitantes continuassem de pé para que fossem identificados pelas pessoas que entregariam um cartão de boas vindas. As pessoas portando os cartões de boas vindas demoraram o tempo suficiente para os visitantes, esquecidos, se sentassem. Quando eu já achava que ninguém apareceria, o pessoal apareceu. E, por uma razão misteriosa, os visitantes que ficaram de pé receberam o cartão, mas eu, não. Não consegui identificar como eles souberam que eu não tinha ficado de pé. Por fim, pedi um cartão e recebi. 

   Enquanto os cartões não vinham, o pastor fez a apresentação do Projeto Família. O culto de sexta-feira, se não me engano, tinha a ver com o projeto. A cantata foi incluída na programação por causa da Páscoa. A apresentação do projeto foi acompanhada de imagens no telão e, no final, foi exibido um clipe de uma música referente ao projeto, se não me equivoco, num estilo quase Cassiane. 

   Na seqüência, deu-se a oração pelos pedidos. Várias pessoas haviam depositado seus pedidos anotados no papel. 

    Logo após, as crianças foram chamadas para a frente, houve uma oração por elas, e elas foram encaminhadas ao culto infantil. Nessa altura, o coral já havia se posicionado no palco, todos de beca, pouco mais de 60 pessoas (mais ou menos 21 sopranos, 18 contraltos, 14 tenores e 11 baixos). Um narrador fez a introdução da cantata, expondo aos presentes o significado da páscoa. 

    A cantata foi apresentada, acompanhada de algumas declamações, narrações, encenações concomitantes e algumas danças. A música era bonita (o primeiro tema era um arranjo era o extraordinário tema “Ó fronte ensangüentada” da Paixão Segundo São Mateus, de Bach). Entretanto, achei a cantata num tom um pouco baixo o que implicou numa interpretação um pouco desmotivada, na minha opinião. Um amigo opinou que a tonalidade poderia ter sido proposital para gerar um clima mais sombrio; faz sentido. A orquestra, que recebeu a adição de um piano de caudas, teve uma sonoridade equilibrada com o coral. O coral soava bem, indicação de um bom preparo vocal. Entretanto, ainda bem que o texto cantado estava sendo projetado no telão porque, muitas vezes, não dava para entender o que eles cantavam. Durante a cantata foram projetadas algumas imagens do filme “Paixão de Cristo” do Mel Gibson. 

    Imediatamente ao término da cantata, me retirei do templo, pois tinha um bom percurso até minha casa. Era pouco depois das 21:30. O irmão empolgadíssimo do início do culto cumprimentou-me discretamente e sem animação, respondendo ao meu discreto cumprimento de cabeça.  

    Ah, o papelzinho que ele me entregou para anotar os pedidos de oração foi utilizado para anotar alguns aspectos da reunião, o que me permitiu escrever esse relato.  

Irmão Crecréu

   – Irmão Crecréu 

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Written by irmaocrecreu

02/04/2008 at 21:11

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